
Estou a caminho do Alentejo.
Um bom fim de semana.
Até segunda Lisboa.
a cozinhar ideias

Estou a caminho do Alentejo.
Um bom fim de semana.
Até segunda Lisboa.

As flores e o papel vão voltar a sair à Rua no Redondo, de 1 a 9 de Agosto.
Ide lá que vale a pena.

Aqui estou eu, no meu querido Redondo Natal que transpira Verão e sabe a férias, com um, dois, ou três exames ainda por fazer, a recarregar as baterias que esgotei num mês de estudo louco.
Sabe bem matar saudades dos pais, de casa, das amigas, dos avós, dos objectos, das paisagens, do ar do campo, do céu estrelado e limpo, da brisa que corre e me desalinha os cabelos, do sotaque, do gaspacho, das calçadas. Sabe bem ter arranjado tempo para ler, para ver tv, para escrever no blogue assim descontraída. Sabe bem conduzir de vidro aberto, com o Sol abrasador como companhia.

O Sol do Alentejo não me faz esquecer o Sol daquela tarde na Caparica. Não sai da minha memória o quanto me encheu aquele Sol, aquele mar, aquela areia, até aquele escaldão,tudo naquela tarde me deixou num estado da mais pura felicidade e alegria. Quero voltar, logo que possível, contigo, só contigo.
Que bela tarde de conversa de mulheres hoje!
Começou por um café na esplanada de Civil, mais umas horas no jardim do CIIST e por fim duas imperiais no Arco do Cego. Sim, Alexandra, respeito os regionalismos porque eu também os tenho no meu dialecto próprio de alentejana, mas em Lisboa não há finos, são imperiais e pronto!!
Adorei a tarde menina, ao fim dela tirei vários quilos de preocupações dos ombros!
A época de exames já espreita lá ao fundo, prometendo turbolência como só ela sabe, e eu vou lutando contra a inércia que de mim tomou conta, graças a este calor tórrido que veio de repente. Adoro calor, mas calor repentino deixa-me completamente morta, preciso de uns dias para aclimatar. Depois ninguém me pára.
Os dias andam cheios, mas pouco produtivos. Ter um projecto de Matemática Computacional para fazer ajuda à fraca produtividade.
As idas ao Alentejo são mais um contributo para o meu estado. Num fim de semana é a festa da minha J., que foi bem animada por sinal. Agora foi a Queima de Évora, aquelas horas inetrmináveis trajada, as lágrimas por ver dois dos meus melhores amigos queimar a fita, o sentir-me meio cota por pensar que os colegas de sempre já têm um canudo, o berrar das músicas do Rui Veloso.
Entretanto não há tempo para filmes, livros, séries ou músicas, só para a inércia e para a vencer fazendo um trabalhito aqui e ali. Melhores dias virão!
Finalmente consegui vir até ao meu Alentejo, para uma bela Páscoa em família. Já tinha saudades das planícies, depois de três semanas enfiada em Lisboa a trabalhar. Com este Sol fantástico nada mais apetece que estar no campo, é por isso que já combinei dois piqueniques, com os meus primos e com as minhas macaquinhas como diz a J. !
Comecei hoje a ler Nómada, o novo romance de Stephenie Meyer, que apesar das mais de 800 páginas tem um ar bastante “apetitoso”.
O Codex 632 depressa foi tragado, e mesmo apesar das críticas ao autor, penso que o livro apenas peca por ter como protagonista um Tomás Noronha que é tão totó que até lhe apetece bater. De resto é um livro emocionante, cheio de história de Portugal e de especulações acerca da nossa história que me prenderam da primeira à última página.
Amanhã vai ser dia de fazer os tradicionais bolos da Páscoa, que tanto mal me fazem à linha mas que sabem sempre tão bem.
Boa Páscoa!