A Ilha das Garças

Jessie é a protagonista de A Ilha das Garças, de Sue Monk Kidd.
Ela tem uma vida normal e um casamento estável com Hugh até ao dia em que um, aparentemente inexplicável, acto de violência da sua excêntrica mãe a faz voltar à ilha de Egret, ao largo da costa da Carolina do Sul.
É aí que Jessie vai conhecer um monge que está prestes a fazer os votos solenes. É o irmão Thomas pelo qual ela se vai sentir irremediavelmente atraída. Esta atracção desencadeia nela uma luta terrível. Jessie sente-se dividida entre os seus sentimentos, a sua liberdade a que pensa ter direito e o seu casamento.
No interior da ilha, num mosteiro beneditino, encontra-se um cadeirão com sereias gravadas e dedicado a uma santa que segundo diz a lenda era uma sereia antes de se converter. A este cadeirão são atribuídos grandes poderes, mas será isso também um mito ou será o cadeirão capaz de mudar o destino de Jessie?

Excelente leitura de Verão, daquelas leituras que mesmo com carga pesada no enredo trazem uma brisa fresca até ao sofá enquanto estás a ler!

Gira-discos: Shine on – Blind Zero

Em banho de exames, para não variar, lembrei-me dos tempos do secundário que já parecem tão distantes ao ouvir esta música. Tempos em que por esta altura já estava de férias, de piscina em piscina, mais preocupada com a festa daqui uma semana do que com outra coisa qualquer.

Agora estou numa sala do Pavilhão de Civil do IST, com a cabeça que quase cede ao peso das noites pouco dormidas e repousa em cima dos acetatos brilhantes de Sensores e Actuadores. Só consigo já pensar em sol, praia, festa, sofá, jantares, descanso, tudo aquilo que é próprio de férias e que agora me parece tão distante, tantos são os dias seguidos a estudar, fazer trabalhos, levantar cedo para ir às aulas, deitar tarde para fazer mais aquele trabalho.

Férias precisam-se!

Desert Flower

Um filme que te faz pensar na tua própria vida! Fantástico!

AvóDezanove o o Segredo do Soviético

Deram a volta ao largo, do lado de lá da bomba, o camarada VendedorDeGasolina fez adeus como sempre fazia apesar de as pessoas estarem tão perto, não sei, cada pessoa pode fazer e gastar quantos adeuses quiser, mas eu acho que adeus é para se fazer mais assim numa ocasião de despedida tipo viagem longa, como alguém que vai de avião para outro país internacional, ou mesmo que seja província mas que demore mais que quinze dias, (…)

Dos melhores livros que já li!

Coro da Primavera

Apetece-me sair à rua e cantar esta música!

Dependências

Não tenho condições para estudar, porque tarde de estudo já não é tarde de estudo quando o facebook está em baixo!

Liberdade

a ti Abril que através do caderno de história me ensinaste a amar a liberdade

Shutter Island

Uma semana do semestre que passou

É segunda-feira. Falto à aula de FAD porque não consegui acabar de preparar o laboratório de FAD. Corro então para o INESC, torro a paciência a JG, bato com a mão na cabeça e chamo-me estúpida trinta vezes, chamo parva a TA e saio a correr. Dirijo-me então à recepção da Torre, peço ao segurança para ir ao NEEC que é urgente já que me esqueci de imprimir 30 diagramas de Bode para o laboratório e ouço ”Oh menina Maria agora não posso tenho que por o dedo no nariz, limpar a unha e depois logo se vê“. Faço um choradinho e lá vou eu. Chego depois ao dito do laboratório de FAD e o cenário é o habitual: cheira a integrado queimado, placa queimada, fio queimado, nada funciona à primeira, JG arranca mais uns cabelos, CT copia pelo do lado e chora perante JG dizendo que lhe roubaram o circuito, olho para o relógio cada vez que coloco um fio e respiro fundo para no final terminar invariavelmente o relatório no corredor porque a aula já acabou e não houve tempo para tudo. Chamo parva a TA.

Entro já na terça na aula de EITT. A malta chega tarde, começa-se a discutir, EH senta-se na mesa e faz poses estranhas, PD diz que o produto é barato, o telemóvel de AG diz “Cucus” e PD ameaça atirar-lho pela janela quando se apercebe que está na cave, JC faz contas de cabeça, RL faz logótipos, tudo enquanto EH corre as mesas e faz mais poses estranhas.

Mais um dia volvido e é hora da teórica de EPot. Chego à aula, tiro o caderno, desenho pacmans, mando meia dúzia de sms, olho para os acetatos, arranco os cabelos e rogo pragas aos rectificadores trifásicos mais aos rendimento e à série de Fourier. De seguida dirijo-me ao laboratório de EPot. JP tenta meter-me na cabeça à força o que é um disparo intempestivo de um tiristor e depois explica como funciona um conversor em ponte pela n-ésima vez. Eu e a malta medimos e tornamos a medir, damos porrada no osciloscópio que não mostra o resultado que estávamos à espera, olhamos para o relógio, JB tenta desenhar sinusóides perfeitas no relatório qual calculadora gráfica, refaço as ligações com a bancada ligada e JM sussurra “Tu ainda morres aí agarrada“.

Quinta-feira chego à porta da Torre e lá vai TA direita que nem uma tábua de passar a ferro caminho da aula de FAD. Entro na aula e 5 minutos depois a cabeça baloiça e eu estou a querer adormecer. Olho para o lado: uns roem as unhas, outros mexem no pc, uns mudam de penteado pela centásima vez, outros há que sonham com circuitos, qual Bela Adormecida a sonhar com o seu príncipe. Corro para o INESC e peço ajuda a JG para resolver o próximo laboratório de FAD. Este arranca mais uns cabelos e ameaça expulsar-me ao pontapé se pergunto mais uma vez como se calcula a largura de banda. Chamo parva a TA. Aula de PROE e MHM treme que nem gelatina, apaga e desapaga o quadro à velocidade da luz. Os colegas dizem piadas, eu estou a leste a desenhar pacmans no caderno quando Variações se revolta e ameaça matar todos aqueles que estão a perturbar com tiros de caçadeira.  Laboratório de PSis depois e sempre o mesmo cenário: o enunciado é facílimo, eu faço o laboratório na boa e saio com um sorriso porque já sei programar…

Sexta-feira chego 10 minutos atrasada à aula de EPot e quando entro o quadro e a tela estão cheios de circuitos e mais circuitos, gráficos e mais gráficos, pelo que sinto que já perdi uma hora de aula. BB senta-se frente ao portátil, mostra um circuito qualquer na tela e aponta para o seu pc dizendo “Aqui está um tiristor estão a ver?“, ao que penso “Não stora, o seu pc ainda não é táctil“… Chego à aula prática de EPot mais uma vez atrasada e no quadro figura: circuito marado, conta maradas, equações diferenciais, valores médio e séries de Fourier até à morte. Pego no lápis, faço contas furiosamente, apago, calculo mais uns integrais e quando estou quase a descobrir a fórmula a stora diz “Oh Maria quero lá saber do valor final. Nem eu sei fazer essas contas. Eh pá não preparei a aula mas está a correr muito bem não está? Quando eu era da vossa idade…”.


A Sombra do Vento

Sinopse

Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona.
Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, “A Sombra do Vento” é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.

Um dos melhores livros que já li, daqueles que me fez estar acordada até quase de manhã e chorar no final. Para quem como eu é viciada nos livros e até tem uma paixão por alguns deles, é um livro a não perder!

O Daniel, personagem principal, é daqueles que aprendemos a gostar, pela força das suas convicções, pela sua garra, pela paixão que partilha connosco, pela generosidade, e porque à medida que lemos ele vais crescendo, e os seus pensamentos tão característicos passam a ser os nossos.

Obrigada Xana!

Diário do Carnaval

Este foi um Carnaval memorável.

No sábado fui simplesmente eu e um chapéu antigo, ao som de música carnavalesca, numa noite regada com shots e cerveja. Depois veio Domingo, o desfile no Redondo, ruas cheias de Vikings, abelhas, piratas, gente com roupa esquisita, gente que pensou que estava no Brasil e devia ter levado mais roupa, e gente que como eu representou as suas origens: fui ceifeira, outros pastores, todos vestidos de Alentejanos de outrora, sempre a dançar ao som de tambores.  De noite fui geek do IST, com os óculos gigantes e o livro às costas, sempre a falar de programação com o P. que também estava vestido a rigor e a pedir cervejas dizendo “Queria star a programar mass não me deissam… Eu nem sei o que é uma cerveza. Masss trouxe o livro e stou a studar“. No dia seguinte fomos ciganos em Borba, mas nem as ameaças do P. nos fizeram ser rei e rainha. Li a sina a toda a gente, vaticinei filhos, maridos, traições e fortunas. Fui até questionada por um cigano dos verdadeiros se ia ao casamento do dia seguinte, para depois estar meia hora a convencê-lo mais o P. que afinal estávamos a brincar.

Vida de uma jovem de férias

As férias já se parecem com férias, porque descanso não é descanso quando só tu estás de papo para o ar e os outros trabucam.

De férias janta-se no Pompeia aquele bacalhau que é o melhor de Lisboa e arredores, juntam-se os amigos, bebe-se a sangria, brinda-se e torna-se a brindar.

Depois vem o Bairro Alto, a jola e o frio e lá apanhas uma constipação que faz do lenço o teu melhor amigo por 3 dias.

Depois vem o NEEC e a direcção, que queria um jantar para ontem e ontem ele lá se realizou, mais o frango e a chouriça, e acabo o jantar no chão perante risada geral porque o banco onde estava sentada se desmontou.

É bom depois de um semestre péssimo e cheio de trabalho nada como juntar a malta, rir e não falar do IST, simplesmente estar, conversar, cultivar a amizade e voltar a rir mais um pouco.

Também há as leituras. A Muralha de Gelo, segundo e emocionante volume das Crónicas do Gelo e do Fogo, é mais um daqueles que me faz ler e não mais parar. Louca por Compras é o rir do princípio ao fim, e foi uma boa companhia para acompanhar o lenço de papel. Da Nora Roberts li um outro livro, e como o Nicholas Sparks e outros mais cheguei à conclusão que os livros são quase todos iguais, pelo que dificilmente leio mais algum nos próximos tempos.

Estou de volta ao Alentejo com o Carnaval a chegar e a animação a crescer. Giro giro será ver a minha mãe e o meu pai a desfilar :P

Ainda há o “Ah e tal tás de férias” e esse ah e tal nunca trás coisa boa. Exemplo é a arrumação que tive de fazer ao meu quarto, de alto a baixo. Interessante foi constatar que uma rapariga em 2 anos e tal acumula um saco do lixo de lixo no quarto mas que mesmo depois deste estar em recipiente próprio o quarto continua ainda a parecer pequeno.

Porreiro porreiro é ainda constatar que eu mais a minha nova colega engenheira das Electrónicas estamos cheias de pica para o novo semestre, o que faz de nós algo doentes e paranóicas, porque mal nos livrámos de um rol de cadeiras e já estamos que nem podemos para nos agarrar a outras.

À Benfica

E ao fim de 4 anos com o cachecol a ganhar pó no cabide, lá vesti à Benfica e fui ao estádio ver a bola. O cachecol que assinala a segunda vez em 22 anos que vi o Glorioso campeão. Glorias precisam-se no ninho da águia, mas claramente o Braga continua a somar pontos porque como diz a malta “não se pode contar com o Sporting para nada”. Realmente, a minha mãezinha sempre disse que na cidade grande os vizinhos não se ajudam.

Foi brutal, os golos, a festa, as palmas, os cânticos, enfim, mas devo confessar que o momento em que mais curti foi quando ajudei uns quantos mil benfiquistas a chamar gatuno ao árbitro. Não era penalty mas não interessa, ele mereceu na mesma. Sabe bem desancar no árbitro, tem o seu quê de terapêutico, ainda mais quando há mais milhares a gritar contigo.

:)

Obrigada a todos =)

Dias de exames

Estes são os dias em que comes mal, dormes mal, róis as unhas, tentas não sujar roupa para não ter que perder tempo a lavar.

É esta a altura em que não sais, não vais a jantares, não respondes a mensagens porque quando te enviam as ditas tiveste uma ideia brilhante de como é a forma da corrente na saída do conversor e não podes perdê-la.

São os dias em que estragas o F5 a fazer refresh da página da cadeira para ver a nota que teima em não sair, os dias em que prometes que não falas mais do exame e daí a 5 minutos dizes “ai se chumbo, os dias em que amaldiçoas o prof., a sebenta, os acetatos, o lápis que não escreve sozinho, a calculadora que te dá como resultado um tempo negativo ou uma percentagem superior a 100.

É por causa de alturas destas que deixas de contar os dias que faltam para o teu aniversário mas sim para o final da época de exames.

É na época de exames que gastas tudo quanto é caderno e caneta que aparece à frente, que percebes que devias ter desenhado menos pacmans no caderno das aulas e ter rabiscado mais fórmulas maradas.

Durante a época de exames percebes que os acetatos da cadeira são para serem guardados e impressos ao longo do semestre, não na véspera quando o sistema informático decide estar em manutenção.

Sãos estes os dias que marcam mais que todos o rumo da tua vida de estudante, pelo que o nervosismo se apodera de ti, e em vez de estares a dormir decides postar no blog para purgar a insónia.

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Sobre a Maria


Maria Barradas, 21 anos, alentejana do Redondo, que se mudou de armas e bagagens para Lisboa para estudar Engenharia Electrotécnica e de Computadores no IST. Estou permanentemente desorientada, sou temperamental, trabalhadora, amiga e divertida. Adoro música, tecnologia, desafios, coisas novas, livros e Bookcrossing, vegetar frente ao computador, conversar e não pouco. Não tenho gato, mas não me importava de ter. Não uso vestidos às bolas, mas foi o mais parecido que encontrei com os meus.

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